terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Des-cobrindo
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
UM, DOIS, TRÊS E....
VALENDO
Uma foto bonita, uma piada engraçada e um copo de coca gelada pra quem me der uma palavra que expresse tudo e nada...
VALENDO
Como esse blog não é não é divulgado, exceto pelos malandros que descobriram isso aqui de alguma forma, acho que de duas uma: Ou não quero respostas ou não quero dar o prêmio. Um prêmio pra quem acertar a resposta...
VALENDO
hahahahaha, não me perguntem (quem???) o que acontece comigo no momento...Das suas uma: Exagero na bebida ou exagero na mongolice. Prêmio acumulado pra quem acertar essa hein, valendo ainda uma música de Kings of Leon.
VALENDO
O que não é a auto-diversão?
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
A Lógica do eu
Labirinto deserto
Surdo e mudo de respostas
Não pergunto
para não me perder
Disfarço os segredos
Canto meu silêncio
Você brinca com meus medos
Sem perceber
Reconheço meus encantos na parede dos enganos
Na escuridão fracionada, me lanço, só assim consigo ver
A velha estrada ainda está lá
Encaro meu rosto e o resto não importa
Esqueço de fugir mas não paro de correr
Procuro por mim enquanto espero por você
Somos o que parece ou o que tentamos ser?
Me deixe vagar no mundo sem sentido
Eu preciso de mais tempo e menos explicação
Mergulho fundo no abismo esquecido
De olhos fechados, saberia a direção?
É preciso não ter medo e sentir o vôo lento
A velha estrada ainda está lá
Encaro seu rosto e o resto não importa
Esqueço de correr e paro de fugir
Procuro por mim e espero você ir
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Relógio do mundo
Desprende, me solta e volta
E grita: Em frente!
É pensar que pode
É querer que volte
É parar o tempo, anestesia do mundo.
Acelerar a hora, despertar da letargia morna
o sujeito do paradoxo profundo.
Nesse conflito, reflito
Busco de perto e olho,
Reparo,
Aparo as pontas do meu desespero
E sigo,
Prossigo, sem você. Mas com amor.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Do bem quem é pro bem
domingo, 27 de setembro de 2009
Vim te lembrar
um beijo, um canto;
Um segredo, um momento,
um surto, uma dança.
Um céu, uma vila
e, sempre, a esperança.
O livro na mochila,
uma cerveja, pensamento.
Angústia de quem fica,
Vazio que se lança.
É sonho, é tempo, é poesia.
Saudade que voa lenta
no abismo da lembrança.
(25/09/09)
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Tudo pequenas coisas
E nessa democracia vivem bilhões de ilusões aprisionadas em sua própria liberdade. Um mundo transbordado de gente e escasso de pensamento. A vida é o que se constrói, o que se vê, experimenta e sente, e me parece estranho não querer fugir desse vazio que insiste em nós. Me parece estranho não insistirmos NÓS em nós mesmos, não buscar aquilo que queremos, ir além do que é classificado como certo, e questionar tudo isso; Olhar pro céu e considerar nossa insignificância e enxergar no mundo o paradoxo de, mesmo assim, ser tão relevante viver.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Nem relógio, nem espelho.
Não quero relógio que apresse ainda mais meus anseios- meus medos. Desvendo os caminhos que antes não conhecia. Sem bússula, sem guia, apenas o instinto. Observo pessoas, caras e bocas; Vejo muita gente e pouca alma. Não sei se me vêem. Estou atrás do espelho de mim- é preciso ser atento, dar tempo ao tempo, para ver além do seu próprio reflexo. A superfície é sempre um pouco de tudo e um muito de nada. Não vejo graça. Além de mim, há tu, ele e ela. Todos nós, vós, eles e elas. Tanto para viver e o tempo não espera. Meu relógio não funciona e meu espelho se quebra. Ainda bem.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Reencontro
sem aviso, só sorrisos,
me deixe reconhecer.
Sei que o olhar
(não há de falhar!)
irá me dizer.
Borboletas no estômago,
leve falta de ar,
quando, no encontro,
a gente se reencontrar.
domingo, 26 de abril de 2009
Som da juventude
A promoção de um salgado e refrigerante por 2,50 determina o destino dos dois estudantes de comunicação. O vendedor, um setentão, magro com uma careca de respeito, senhor de muita idade e poucas palavras, pareceu se esforçar pra dizer ''Boa noite''.
-Boa noite, me vê dois mistos quentes no capricho com duas coca-colas, por favor.
Na espera do nosso rango, três jovens(não passavam dos vinte anos), também no ritmo da saída preguiçosa da faculdade, caminhavam e mantinham um diálogo, não sei se exatamente uma conversa:
-Puta, cara! Não acredito...
-caraaaalho, que merda, brother...
-é, porra, sem comentários!
O misto quente estava pronto e por um segundo eu pensei que não fosse mais comer. O vendedor, com a mão esticada segurando o meu pão, enrrugou mais a testa e, num balanço negativo com a sua careca, lançou um olhar de 'juventude perdida' para os estudantes:
- Esses jovens de hoje em dia... Eu juro que não entendo...A cada cinco palavras são dez palavrões! Acabou todo o respeito...
Olhos fixos no misto quente, uma resposta rápida da jovem faminta:
-É verdade! Pior que quando a gente acostuma, é foda!!
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Frágil coração.
Os olhos, força maior do menino, fixos no coração de cristal. Era um pingente raro, e o meu colo já havia se acostumado com ele. Um cordão de ouro, leve, quase não pesava, carregava o coraçãozinho transparente no meu pescoço.
Uma criança, eu e três corações.
-Não tenho um real.
Saliva gasta, eu sabia. Minha e dele (também não interessava a ele nenhum real naquele momento).
Tentei me afastar do rosto alucinado, que da altura do meu pescoço não passava. Dois passos e a aluninação, até então do menino, parecia ter vindo para mim. Os arcos da Lapa continuavam sobre nós, o vendedor do podrão a dez metros, o ''tunz-tun-tun-tun-tunzt-tun'' massacrante, sincronizado com a sirene vermelha que piscava, embalava dois policiais que"curtiam a boemia carioca''. Um segundo, e o rosto de dez anos se multiplicara em oito. Dez corações em uma só cena e todas as mentes focadas em um só, o menos importante dali.
Uma mão, um espanto, um grito e o cordão arrebentado. Dois corações atingidos de uma só vez. O primeiro perdido no chão, em uma rua qualquer, sabe-se lá o destino. O segundo, ferida mais grave, perdia a esperança na vida da criança, perdida no chão, em uma rua qualquer, sabe-se lá o destino...
domingo, 12 de abril de 2009
Acontece.
Cada fato de um ato,
Cada escolha, um novo atalho.
Acasos que se sucedem,
Uma grande pintura
Sem direito a rascunho.
De repente o mundo pára,
A rotina em preto e branco,
A memória já não clara,
Embaça a janela do passado.
A criança que ali dormia,
Acorda assustada.
O mundo de gente grande,
Não é nada, não é nada.
Sem castelos e sereias,
Sem mágicas e sem aviso,
O futuro se apresenta,
Se acomoda e fica.
Um piscar de olhos,
Escuridão fracionada.
O mundo sem lua, sem sol,
Taz a noite inesperada.
Cada passo é um pedaço
De uma estrada sem destino.
Cada dor, um cansaço,
Inevitável para o menino.
Se pudesse evitar,
Prever e não chorar,
Não teria a vida graça.
Se pudesse escolher,
testar antes de vencer,
Saberia que tudo passa?
Se pretendes não sofrer,
crescer sem ver, esquece.
Amadurecer dói,
E tudo na vida acontece.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Do que adianta o seu sorriso estampado?
Eu não crio regras que restrinjam os meus dias, nem quero ao lado alguém que seja um falso inteiro dele mesmo. Prefiro aqueles que assumam uma meia verdade, que saibam ser impossível ser, por todo o tempo, apenas um. Por mais que não prometam uma eternidade, quero a companhia daqueles que expiram a sincera amizade. Uma amizade de momento, que seja, não importa. Não quero o social, o superficial. Existe aí a grande diferença entre o passageiro e o momentâneo. O momento acontece e ponto. Pode ser uma conversa, uma filosofia barata, uma piada; um olhar, um chopp, uma gargalhada. O momentâneo é humilde, não exige longa duração nem grandes eventos. Ele não pede mais do que você mesmo, basta estar presente para se tornar eterno.
Daí concluo que quero mais momentos e menos ''passagens''. Passagem para mim, só se for para a Europa...
terça-feira, 31 de março de 2009
Homem Macaco
É só uma poeira. Um insignificante nada (ou seria um insignificante tudo?) em meio a universo imensuravelmente maior do que aquele em que costuma viver. O silêncio não mais narra a história mas o desconhecido continua sendo o maior de todos os seus medos. Vivem em bando e quem dera tivessem apenas desavenças. Com um raciocínio sem igual e dono do cérebro mais desenvolvido da Terra- grande e único universo em que cotuma viver-, o homem é incansável. Não cansa de queimar, devastar e destruir toda a natureza, que hoje lhe parece servir de velho cenário -um cenário muito útil, é verdade- para a transformação de sua vida. Não, o homem não cansa de buscar o progresso, a riqueza e o poder. É preciso ter poder para viver em seu pequeno grande universo. Suas longas vidas- setenta e poucos anos em média?- não podem ser simplesmente vividas. E não são. Nessa busca desesperada pelo progresso, os protagonistas do mundo alcançam respostas óbvias para qualquer catador de piolhos. Pobres, homens! Poupam tanta energia para sobreviver- pensam, articulam, roubam, matam- que já devem estar cansados de mais para viver. Analisando do presente, uma sobrevivência besta, a única vida que teem. Também, pudera! São apenas macacos...