Dispenso os falsos risos e o excesso de simpatia. Não busco elogios, nem os espalho por aí. Na verdade, prefiro as discussões a uma concordância mútua imediata. Tenho fome de conhecimento, quero trocas experiências, mastigar informações, sem deixar nunca de perder o apetite.
Eu não crio regras que restrinjam os meus dias, nem quero ao lado alguém que seja um falso inteiro dele mesmo. Prefiro aqueles que assumam uma meia verdade, que saibam ser impossível ser, por todo o tempo, apenas um. Por mais que não prometam uma eternidade, quero a companhia daqueles que expiram a sincera amizade. Uma amizade de momento, que seja, não importa. Não quero o social, o superficial. Existe aí a grande diferença entre o passageiro e o momentâneo. O momento acontece e ponto. Pode ser uma conversa, uma filosofia barata, uma piada; um olhar, um chopp, uma gargalhada. O momentâneo é humilde, não exige longa duração nem grandes eventos. Ele não pede mais do que você mesmo, basta estar presente para se tornar eterno.
Daí concluo que quero mais momentos e menos ''passagens''. Passagem para mim, só se for para a Europa...
"Tire o seu sorriso do caminho. Que eu quero passar com a minha dor."
ResponderExcluir