Aflita.
Emaranhado de fios. Com início e fim que, quando juntos,
parecem só meio. Muitos, muitos, muitos, muitos fios com extremidades coloridas
pontilhando o caos. Quem lhes roubou a eletricidade? Aposto que é por isso, e
apenas por isso, que não gritam.
Calma.
Ciprestes. Fico na dúvida se ciprestes ou o vento. Vento nos
ciprestes é certeiro. Porque é na dança contida que os ciprestes me conquistam.
Na dança e no cheiro. O cheiro das folhas que tem cheiro de vento, e assim uno
os dois.
Êxtasiada.
Minha juba. Me revela para todos os lados. Enrola, embaraça,
revolta, solta. É bicho selvagem que não se prende.
Fotofóbica.
Dia branco. Que dispensa sol e chuva e se faz, por si só,
claridade. É nuvem ele todo, sem formas, homogêneo. Para que eu, e outros mais,
não tenhamos a frustração de tentar, em vão, encontrar no céu qualquer traço de
azul, de ave, ou luz. Sábia natureza.
Nua.
Caleidoscópio. Pequenos fragmentos de transparência
colorida, em eterna mutação. A cada movimento, nova combinação. Agradável, ou
não, ao olhar.
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