segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O que me é quando


Aflita.
Emaranhado de fios. Com início e fim que, quando juntos, parecem só meio. Muitos, muitos, muitos, muitos fios com extremidades coloridas pontilhando o caos. Quem lhes roubou a eletricidade? Aposto que é por isso, e apenas por isso, que não gritam.

Calma.
Ciprestes. Fico na dúvida se ciprestes ou o vento. Vento nos ciprestes é certeiro. Porque é na dança contida que os ciprestes me conquistam. Na dança e no cheiro. O cheiro das folhas que tem cheiro de vento, e assim uno os dois.

Êxtasiada.
Minha juba. Me revela para todos os lados. Enrola, embaraça, revolta, solta. É bicho selvagem que não se prende.

Fotofóbica.
Dia branco. Que dispensa sol e chuva e se faz, por si só, claridade. É nuvem ele todo, sem formas, homogêneo. Para que eu, e outros mais, não tenhamos a frustração de tentar, em vão, encontrar no céu qualquer traço de azul, de ave, ou luz. Sábia natureza.

Nua.
Caleidoscópio. Pequenos fragmentos de transparência colorida, em eterna mutação. A cada movimento, nova combinação. Agradável, ou não, ao olhar. 

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