embrutece o poema
perde-se o tom
não acontece, apenas
um dia é só mais um dia
seguido de sol e lua
os fatos, os dados, os fardos
não brotam
da estrada crua
E o tempo, homem,
tampouco é adulto
O tempo é seu,
e errante.
Adentra teus cachos,
teus passos
teus falsos cansaços
e,
engana-se.
engana-te.
Não se aprisione, homem,
na casca da ignorância:
aos cinco,
aos dez,
aos trinta,
serás sempre criança.
Se permita, homem,
a gargalhada transbordante:
aos tantos,
aos trancos,
aos montes,
A vida te chama,
menino.
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