Entre tantas coisas para não dizer, rompo o silêncio. Te falo. Te vejo. Nunca mais como te vi um dia. E a gente não precisa deixar o tempo passar, porque ele passa assim mesmo. O mar vai e areia fica. E o que é uma vida para todas as rochas que o vento desfez? Penso nas miudezas, nos bichinhos estranhos que vivem no breu, lá no fundo do mar. Somos também uns bichos estranhos. Sempre desviando das maneiras de amar. Muitas pessoas cruzam a rua e os dias poderiam ser diferentes. Não precisamos de tanto, além de tudo o que não temos. Tudo é pensamento, fragmentado e mal digerido entre um jantar e outro. Entre bom dia e como vai. Entre concreto e concreto. Te quero como sinto a música, só agora e nunca mais. Para sempre.
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