Algumas notas que me abrem a passagem de ar.
Um.
Não precisar dizer que está quando não está coisa nenhuma. Não está a paciência, nem eu tão pouco ciente das vias que vão nos guiando. Que vida estamos levando? Levar, eu levo o casaco para a noite fria do boteco aqui da esquina. O resto eu deixo por conta dela.
Dois.
A letra embolada turva a visão, ou a visão, já turva, faz da letra embolada?
Três.
Tenho sonhado muito e frequentemente me lembro de quase tudo. O sono é leve mas minha viagem, profunda. Vou lá em qualquer canto fantástico do inconsciente e resgato coisas bonitas, que vi - que vivi- em algum lugar não muito longe daqui.
Quatro.
Ficar a beira do caminho é não ir nem vir, deixar o cabelo apontar para a direção do vento.
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