Manhã que chega,
Noite não tarda
Tarde era antes,
Agora é passado.
Foi um nãoseiquê de instante, o silêncio da distância, o excesso da proximidade. Seu rosto perto demais do meu, meu corpo longe demais do seu. Alguma coisa que um dia se fez, e desfez. E então acordei sem sentir a pontada no peito, a fisgada no estômago, esses gritos da alma no corpo que, em dor, exclamam vida. Gritos que berravam por você, mas que no fundo (e eu sabia) sussurravam por mim. E neles te vivia assim: Próximo, bem perto, bem vivo, como nunca fora. E aí a saudade era boa e a dor anestesiante. A verdade é que em meandros de alma e corpo, fisgadas, espasmos, sorrisos e gritos, talvez fosse só amor. De um amor mais meu, mais por gosto de mim, do que por apego a você. Amor egoísta, mas não menos bonito. Até que um dia, uma noite, ele não deu sinal de vida. Cadê a fisgada? Não sinto o aperto. Olhei sua foto, e forçei lembrar. Não dos erros, não. Dos porquês, dos "por onde". Por onde eu te encontrava, tão fácil em mim, que agora mal consigo ver? E a resposta veio, não em gritos, mas em sussurros, que baixinho anunciaram a calmaria. O lado bonito em que mora a saudade, e nada mais.
(Entrego ao acaso a chance de te encontrar,
quem sabe um dia,
de novo, aqui).
Noite não tarda
Tarde era antes,
Agora é passado.
Foi um nãoseiquê de instante, o silêncio da distância, o excesso da proximidade. Seu rosto perto demais do meu, meu corpo longe demais do seu. Alguma coisa que um dia se fez, e desfez. E então acordei sem sentir a pontada no peito, a fisgada no estômago, esses gritos da alma no corpo que, em dor, exclamam vida. Gritos que berravam por você, mas que no fundo (e eu sabia) sussurravam por mim. E neles te vivia assim: Próximo, bem perto, bem vivo, como nunca fora. E aí a saudade era boa e a dor anestesiante. A verdade é que em meandros de alma e corpo, fisgadas, espasmos, sorrisos e gritos, talvez fosse só amor. De um amor mais meu, mais por gosto de mim, do que por apego a você. Amor egoísta, mas não menos bonito. Até que um dia, uma noite, ele não deu sinal de vida. Cadê a fisgada? Não sinto o aperto. Olhei sua foto, e forçei lembrar. Não dos erros, não. Dos porquês, dos "por onde". Por onde eu te encontrava, tão fácil em mim, que agora mal consigo ver? E a resposta veio, não em gritos, mas em sussurros, que baixinho anunciaram a calmaria. O lado bonito em que mora a saudade, e nada mais.
(Entrego ao acaso a chance de te encontrar,
quem sabe um dia,
de novo, aqui).
Curti! é sentimento, não só palpite, puro!
ResponderExcluirSou fã. Você sabe!
ResponderExcluirQuero escrever que nem você quando crescer, se eu crescer.
ResponderExcluirSério, preciso comentar de novo ! Isso foi um vento de ar fresco! Minha amiga é poeta, gente! Demais, está lindo de verdade, é tão envolvente e ao mesmo tempo é uma leitura descomplicada, suave e tão prazerosa! aaaaaaiii...
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