terça-feira, 7 de novembro de 2017
07
novembro já tá quase no meio e coisas de 25 anos atrás ainda travam na minha frente: vitrola não toca, site não abre, fechadura não desfecha e girar a chave com mais força não resolve nada. toda repetição esconde um ou mais porquês e na luta de desvendar padrões, a thaís bem me alerta: a gente atrai o que mostra. No entanto não sou o que escrevo: eu não sou a palavra bem empregada, nem a dedicatória no meio do livro, não sou minha língua quando lambe o sorvete de casquinha nem sou esse meu jeito torto de gostar do toque e da queda. segunda faço uma sopa, terça caio de boca, quarta caio no samba, quinta caio no erro, sexta caio de novo, sábado eu morro, domingo nasço outra. são 26 anos começando esses dias.
quinta-feira, 25 de maio de 2017
25 de maio
O gap que existe entre o que você quer ser e o que você é:
Comprar semente de abóbora, girassol, gergelim, chá de hibuscus,
damasco e castanha do pará. Perder o sono e só pra não começar o trabalho que não
quer fazer, comer: atacar a lata aberta de leite condensado na geladeira. Misturar
nescau. Fazer dois pães na torradeira. E atacar o pacote de biscoito escondido
no fundo do armário.
Ficar na dúvida entre cortar o cabelo e fazer aquele filme
de um ano atrás. Postegar as próprias horas, as próprias ideias. Ver a amiga do
peito chorar e ter algum tipo de receio de só abraçar. O receio é o medo de
machucar, é o medo de não ser o que ela precisa. E isso claramente já não é bom.
A outra amiga do peito tá em Pernambuco, a outra eu perdi pra academia faz quase
10 anos. O amigo do peito que eu amo, na cabeça eu sei que amo, mas o peito já
não sente. O que me liga a ele? Eu já não sei o que me liga.
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