quinta-feira, 30 de maio de 2013

Respiração

Encolhe.
Estufa.
Encolhe.
Estufa.
Encolhe.
Estufa.
Encolhe.
Estufa.
Encolhe,
Estufa.
Escolhe.

sábado, 25 de maio de 2013

Manhã de hoje

Às vezes me bate uma inércia. Buraco no peito que não se preenche.
Preciso ter fome. Fome de dia, de gente, fome de nomes e lugares.Mas hoje acordei enjoada.
Não quero comer nada
que aqui existe.
O gosto da boca vem do âmago do estômago. Vazio e Cheio.

Estiro meu corpo na cama e tento sentir o sangue pulsando. Cada membro termina em si mesmo. Dedos, unhas, pêlos. Como são estranhas as orelhas.

O homem na janela tem barba e me sorri sem jeito. No quarto tem cacto, toalhas, lençóis embolados. Avião passa. Voa longe, bem alto. Lá no céu.

Para onde será que vai? O tempo é sangue que corre pelas veias, pelas vias da vida.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Fiapo

um triz
um traço
triste
timbre
de fim

Fiapo
Assim
feito fio
de nailon
fugaz
farrapo
fagulha, em mim.

Fiapo,
tão fino
permeia
emaranhado
feitio de teia
você, do outro lado.

Fiapo
palhaço,
não és corda de aço!
se rompa
à vontade
me faça
estilhaço
em cada pedaço
metade
inteira
de mim.









 enfim,
feito corda
de aço
Fiapo, palhaço,
vê se larga de mim.
por que não se parte?
Me faz de metade





Triste fim
de mim
um trizim