o tempo era outro.
A casa era outra.
Jardim, vizinho, presente,
eram outros.
Até o amor.
Principalmente o amor, era sempre outro.
O riso, porém,
de um peito meu, mais de ninguém,
por vezes ainda me escapa em tom
de eternidade.
De sempre.
Quando...
De noites cheias de silêncio
De dias vazios em notícias
De gente que se faz ausente
De mundo que se lê em poesia
De ciprestes que lembram o frio
de tardes e árvores
onde a gente se escondia
De cheiro,
De gosto,
De tato
Nasce e morre o dia.
O dia que passa
como passam
os malabares
pelos carros que passam
sob as nuvens que passam
sobre homens e mulheres
outros também passam.
O riso, porém,
de um peito meu, mais de ninguém,
por vezes ainda me escapa em tom
de eternidade.