cá onde vivo
cá quando vejo,
cá como calo,
cá, o desejo
de ser vagabundo
cá, não no mundo,
cá em mim,
cá, enfim, o desconforto profundo
cá, então, que já caio,
nunca sempre,
mas quase quando necessário,
no abismo solitário
lá, quando chego, é o fim ou o começo?,
é espaço que anoiteço,
lá eu comigo mesmo
escondido e encontrado, reconheço um sorriso
recém apresentado, lá
lá é quando páro,
lá a pausa é reparo da loucura de milhões
lá a paz, prematura,
lava a alma,
louva a vida, alivia corações
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Ventilador
Quando acordo, o sol lá fora,
giramundo devagar,
traz a aurora, o rebento
d'outro dia a brilhar
Aqui dentro, o relógio,
é um tempo a ventilar
leva a hora, sem demora,
leve, o vento a assoprar:
"Vai, minha pequena,
abra os olhos p'ra sonhar
Vai, q'o teto é alto,
mas dá pé para voar
Vai, minha flor morena,
ventila a dor,
renova o ar,
faz os dias, menos sóbrios,
deixe a vida ventilar"
giramundo devagar,
traz a aurora, o rebento
d'outro dia a brilhar
Aqui dentro, o relógio,
é um tempo a ventilar
leva a hora, sem demora,
leve, o vento a assoprar:
"Vai, minha pequena,
abra os olhos p'ra sonhar
Vai, q'o teto é alto,
mas dá pé para voar
Vai, minha flor morena,
ventila a dor,
renova o ar,
faz os dias, menos sóbrios,
deixe a vida ventilar"
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